gravuras japonesas

John Gould Fletcher

Nos poemas a seguir tomei como temas certos desenhos da chamada escola Ukiyo-ê (ou Mundo Flutuante). Feitas para consumo puramente popular, essas gravuras eram obras de artistas que, independentemente do talento, foram desprezados pelos literatos da época. São obras que compartilham ao menos uma característica com a poesia japonesa: exaltam os assuntos mais comuns, mais triviais através do significado universal dos trabalhos artísticos.

– prefácio do próprio autor

corpo transparente

Max Blecher

De repente, de modo intempestivo, pequenos rompantes sutis, delírios rítmicos, cores em pizzicato nos acometem de um estranhamento de outra monta que não o choque, micro-deslocamentos vão nos entretecendo em algo outrora frívolo, uma ingenuidade tão despretensiosa que desbarata qualquer pedantismo do entendimento, deslocando o tom que tínhamos ali a mão, tão certeiro, da realidade que tínhamos ali, tão imediata.

– Caio Russo [prefácio]

azules

Cristiane Grando

A segunda edição de “Azules”, de Cristiane Grando, é um convite ao mergulho nas profundezas da palavra, da memória e das cores. Os poemas/fotografias encontram eco no cotidiano, quase um confronto entre sensações e percepções de espaços e tempos distintos, mas que se entrelaçam na lente/paleta da autora. A paisagem surge ativada pela “flâneur” ao explorar a geografia de Châtres, França, em retorno permanente ao passado em Cerquilho, Brasil, transitando por outros horizontes e saídas da América Latina.

– Ligia Karina Martins de Andrade [apresentação]

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