poesia bilingue



gravuras japonesas
John Gould Fletcher
Nos poemas a seguir tomei como temas certos desenhos da chamada escola Ukiyo-ê (ou Mundo Flutuante). Feitas para consumo puramente popular, essas gravuras eram obras de artistas que, independentemente do talento, foram desprezados pelos literatos da época. São obras que compartilham ao menos uma característica com a poesia japonesa: exaltam os assuntos mais comuns, mais triviais através do significado universal dos trabalhos artísticos.
– prefácio do próprio autor
corpo transparente
Max Blecher
De repente, de modo intempestivo, pequenos rompantes sutis, delírios rítmicos, cores em pizzicato nos acometem de um estranhamento de outra monta que não o choque, micro-deslocamentos vão nos entretecendo em algo outrora frívolo, uma ingenuidade tão despretensiosa que desbarata qualquer pedantismo do entendimento, deslocando o tom que tínhamos ali a mão, tão certeiro, da realidade que tínhamos ali, tão imediata.
– Caio Russo [prefácio]




azules
Cristiane Grando
– Ligia Karina Martins de Andrade [apresentação]
