Descrição
Tomás Santa Rosa dedicou-se a vários ofícios no campo das artes plásticas: executou pinturas e gravuras, criou capas, ilustrações e projetos gráficos para livros, revistas e jornais, elaborou cenários e figurinos para o teatro. Foi responsável pela cenografia da peça Vestido de Noiva, dirigida por Ziembinski em 1943, considerada um divisor de águas no processo de modernização de teatro brasileiro. A convivência com Portinari, com quem trabalhou e de quem se tornou amigo, permitiu que aperfeiçoasse o seu apurado senso estético. Com esse conhecimento, Santa Rosa passou a assinar a coluna de crítica de arte no Diário de Notícias em 1945, herdando o posto do aclamado Di Cavalcanti. Luís Bueno destaca neste livro o que considera fundamental para o conhecimento da história da editoração e do design gráfico no Brasil: as capas criadas por Santa Rosa.
Sobre o Autor
Doutor em Teoria e História Literária pela Unicamp, Luís Gonçalves Bueno de Camargo é professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e bolsista produtividade no CNPq. Publicou em 2006 o livro Uma História do Romance de 30 (Edusp / Ed. Unicamp). É coordenador de A Confederação dos Tamoios: Edição Fac-similar Seguida da Polêmica sobre o Poema (Ed. UFPR, 2007) e de (Argos, 2013). Publicou dezenas de artigos e capítulos de livros no Brasil e no exterior. Foi diretor da Editora UFPR entre 2002 e 2007.
Pintor, cenógrafo, decorador, figurinista, ilustrador, artista gráfico, gravador, professor e crítico de arte, Tomás Santa Rosa Junior nasceu em João Pessoa (PB) em 1909. Após ocupar o cargo de contabilista em Salvador (BA), mudou-se para o Rio de Janeiro em 1932 e começou a trabalhar como auxiliar de Portinari na fatura de acabamento de vários murais. Portinari, além de Picasso, exerceram grande influência sobre o seu trabalho. Trabalhou como ilustrador de livros, ilustrando Cacau de Jorge Amado, em 1933. Fundou no Rio de Janeiro, em 1933, o grupo teatral Os Comediantes. Em 1945 tornou-se crítico de arte no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, vindo a trabalhar mais tarde em outros periódicos. Em 1946 coordenou o curso de desenho e artes gráficas da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro (FGV-RJ). Como professor, lecionou na Escola Nacional de Belas Artes e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Mam-RJ), onde também dirigiu o Departamento de Teatro, em 1953. No período de 1952 a 1954 integrou a Comissão Nacional de Belas Artes, dirigiu o Conservatório Nacional de Teatro e, por seu trabalho como cenógrafo, recebeu Medalha de Ouro da Associação Brasileira de Críticos de Arte do Rio de Janeiro (ABCA-RJ) pelos cenários das peças “Vestido de Noiva”, “A Morte do Caixeiro Viajante” e “Senhora dos Afogados”. Em 1957, o Instituto de Pensão e Aposentadoria dos Servidores do Estado (Ipase) adquiriu seu acervo particular para fundar o Museu Santa Rosa, hoje extinto. Entre as exposições dais quais participou destacam-se o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes, no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955). Após sua morte em 1956, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994).
ício / Autor / Ubiratan Machado Ubiratan Machado Ubiratan Machado é carioca e jornalista aposentado, autor de dezesseis livros, entre os quais Os Intelectuais e o Espiritismo, A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo, A Etiqueta de Livros no Brasil, Machado de Assis, Roteiro da Consagração e o recém-lançado Dicionário de Machado de Assis. Pela Ateliê Editorial, publicou Pequeno Guia Histórico das Livrarias Brasileiras, Três Vezes Machado de Assis e A Capa do Livro Brasileiro.







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